|
Campanha “Dá licença, eu sou pai!” |
|||||||||||||||
|
REDE DE HOMENS PELA EQUIDADE DE GÊNERO
Sobre o direito - Para ter acesso a Licença Paternidade basta que o trabalhador, empregado com carteira assinada, notifique o empregador sobre o nascimento/adoção de seu filho. O empregador não pode negar a licença, pois a não concessão do direito pode implicar em reclamações trabalhistas. "Este é, principalmente, um direito da criança, de ter o pai e a mãe ao seu lado neste momentos tão importantes de acolhida, seja pelo nascimento ou pela adoção", avalia Jorge Lira, integrante da Rede Brasileira de Homens pela Equidade de Gênero e coordenador do Instituto Papai. SOBRE A LICENÇA PATERNIDADE De acordo com a legislação brasileira, todo trabalhador que se torna pai tem direito à Licença Paternidade, para cuidar do seu filho, após o nascimento ou a adoção. Atualmente, esta licença é de cinco dias, sem prejuízo em seu salário. Para ter acesso ao direito, basta que o trabalhador, notifique o empregador sobre o nascimento/adoção de seu filho. A contagem da licença-paternidade deve se iniciar em dia útil a partir da data do nascimento/adoção da criança. Dia útil porque é uma licença remunerada, na qual o empregado poderá faltar ao trabalho sem implicações trabalhistas, conforme determina o artigo 473, III da CLT. A Rede de Homens pela Equidade de Gênero e o Instituto Papai acreditam que cinco dias são insuficientes para o pai acompanhar a criança e a mãe nestes períodos tão delicados que são o nascimento e a chegada de um filho adotivo ao lar. Afinal, estamos tratando de um direito que é, primeiramente, o da criança ter os pais ao seu lado na primeira infância. Por isso, a campanha “Dá licença, eu sou pai” pretende informar os homens sobre o direito a licença paternidade, estimular a vontade de cuidar e pressionar os parlamentares a agilizar a votação do projeto de lei que amplia o período para 30 dias. SOBRE A REDE DE HOMENS PELA EQUIDADE DE GÊNERO A Rede de Homens pela Equidade de Gênero congrega um conjunto de organizações da sociedade civil que atuam na promoção dos direitos humanos, com vistas a uma sociedade mais justa com equidade de direitos entre homens e mulheres. A Campanha do Laço Branco é a principal ação da Rede. Iniciada em 1991, no Canadá, e hoje presente em todos os continentes, em mais de 30 países, compreende um conjunto de estratégias de comunicação com vistas a sensibilizar, envolver e mobilizar os homens no engajamento pelo fim da violência contra as mulheres. Integram a RHEG: Instituto Papai, Instituto NOOS de Pesquisas Sistêmicas e Desenvolvimentos de Redes Sociais, Instituto Promundo, Pro-Mulher, Família e Cidadania, ECOS - Comunicação em Sexualidade, Margens e a Themis. A rede também conta com pesquisadores das universidades federais de Pernambuco e de Santa Catarina.
|