DIAGNÓSTICO PARTICIPATIVO DO MORRO AZUL

 

O projeto realizado em parceria com o CEMASI Luiz Lima, iniciado em 2004, desenvolveu-se em três etapas distintas:


1. Capacitação da equipe do CEMASI na metodologia de Diagnóstico participativo;
2. Levantamento, sistematização e análise dos dados secundários colhidos pelo IBGE no Censo demográfico de 2000, por setor censitário e
3. Realização de dois grupos focais.

A primeira fase constou da realização de uma oficina, coordenada pelo Centro de Promoção da Saúde (CEDAPS) nos dias 16 de abril e 29 de maio de 2004, no próprio CEMASI Dr. Luis Lima. Esta oficina fazia parte, por sua vez, de um projeto mais amplo de troca de metodologias que envolveu o Noos, o CEDAPS, e a Associação Brasileira Terra dos Homens (ABTH), com financiamento da Ashoka Empreendedores Sociais e AVINA.

Em sua segunda fase, a pesquisa sistematizou e analisou as informações coletadas pelo IBGE no Censo Demográfico de 2000 (CD 2000), segundo os dois setores censitários nos quais foi dividida a área física da comunidade do Morro Azul para efeitos operacionais da coleta do CD 2000. O resultado deste trabalho encontra-se consolidado no Relatório de Pesquisa intitulado “Relatório preliminar com dados do Censo Demográfico 2000”, entregue pelo Noos à direção do CEMASI em abril de 2004. Para realizar o trabalho o Noos não contou com qualquer apoio financeiro - particular ou institucional.

Na terceira e última fase, a pesquisa utilizou a metodologia qualitativa de Grupos Focais para ouvir, em um primeiro grupo, os membros da comunidade, com o objetivo de conhecer as suas opiniões, críticas e sugestões sobre a vida no Morro Azul; e em um segundo grupo, as instituições envolvidas com trabalhos direcionados para a comunidade, com o objetivo de conhecer suas propostas de atuação em curto prazo. Em ambos os grupos os resultados da pesquisa quantitativa foram apresentados aos participantes como disparador da discussão. Também nesta etapa, a realização do projeto é de inteira responsabilidade das instituições proponentes e não contou com qualquer tipo de recursos externos. Nesta segunda fase o apoio da Associação de Moradores foi fundamental e era parte da metodologia participativa adotada, assim como a devolução dos resultados para a comunidade e para as instituições envolvidas.

Vale lembrar ainda que os frutos da pesquisa, como um todo, serão de grande valia para a implementação de políticas, programas e projetos sociais no Morro Azul sejam eles de pesquisa ou de intervenção social. O caráter participativo da pesquisa beneficia em especial os moradores da comunidade, não só por dar-lhes voz como também por ampliar-lhes os conhecimentos não estritamente vivenciais sobre o locus de suas vidas, facilitando o exercício da cidadania, enfatizando responsabilidades na construção de mudanças e o zelo pela conquista e manutenção de seus direitos.

Baixe aqui o relatório desta pesquisa.

APOIO: e

PARCERIA: CEMASI, Dr. Luiz Lima, CEDAPS, Terra dos Homens.