A MULHER E O ESPORTE - A EXPERIÊNCIA DOS MUNICÍPIOS DO RIO DE JANEIRO E DE SÃO PAULO.

 

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Noos com o apoio da Nike, nos municípios do Rio de Janeiro e de São Paulo, nos meses de fevereiro a julho de 2007. Foram ouvidas  103 pessoas em 8 Grupos Focais – 4 em cada cidade -, representando o público-alvo da pesquisa.

Trata-se de um projeto de pesquisa inspirado em resultados colhidos em pesquisa internacional que constatou que grande parte das mais bem sucedidas executivas americanas havia praticado esporte na sua infância e/ou adolescência, fazendo crer que a prática da atividade esportiva traria ganhos pessoais em níveis profissionais que em muito transcendiam à prática esportiva em si .

O projeto foi realizado em duas etapas: a primeira delas, de cunho exploratório e operacional para a segunda, constituiu-se em uma pesquisa institucional visando a localização das instituições de interesse e a aplicação de uma ficha para registro de informações básicas sobre elas. O objetivo desta primeira etapa foi o de identificar as instituições em que houvesse a participação feminina no esporte e ver de que informações dispunham, de maneira a colher subsídios para a segunda etapa – a pesquisa qualitativa – que se constituiu no foco principal do projeto. Nessa etapa buscou-se principalmente: identificar quais esportes deveriam ser incluídos e averiguar  como chegar a indicações nominais para compor um cadastro de participantes em potencial dos Grupos Focais.

A segunda etapa constituiu-se na pesquisa propriamente dita e tratou de um mapeamento de percepções das pessoas vinculadas de alguma forma às instituições investigadas na primeira etapa da pesquisa, no que concerne a questões centrais propostas para a investigação.

Parâmetros operacionais da pesquisa:

  • Público-alvo: atletas profissionais, amadoras e participantes de projetos sociais com idade entre 12 e 18 anos ; técnicos, professores, árbitros e responsáveis por projetos sociais e educacionais que utilizam o esporte como forma de inclusão; pais, mães e responsáveis por atletas; e não-atletas – adolescentes com perfil socioeconômico semelhante ao das atletas, porém não-praticantes de esportes. 

 

  • Área geográfica coberta: os municípios do Rio de Janeiro e de São Paulo.
  • Modalidades esportivas incluídas na pesquisa: aquelas definidas legalmente como olímpicas.

 

  • Dimensões da prática esportiva incluídas na pesquisa: todas as dimensões da prática esportiva, tal como definidas na Lei Pelé (Lei Nº 8.069, de 13 de julho de 1990): esporte de rendimento (amador e profissional), esporte e lazer (que inclui o esporte como inclusão social) e esporte educacional.
  • Objetivos gerais:
    • Levar os participantes dos Grupos Focais da pesquisa a refletir sobre as possibilidades de inserção e permanência de mulheres nas atividades esportivas.
    • Identificar se os diversos atores envolvidos na prática/não-prática esportiva ouvidos pela pesquisa percebem diferenças entre homens e mulheres na prática esportiva em função da existência de estereótipos de gênero.
    • Subsidiar a formulação de políticas públicas que possam beneficiar a prática esportiva das mulheres em qualquer dimensão e em qualquer modalidade.
  • Questões centrais que se propõe a investigar:
    • Qual a motivação das mulheres para a prática do esporte?
    • Quais os fatores percebidos como dificultadores para a inserção e permanência da mulher no esporte?
    • Quais os fatores percebidos como facilitadores para a inserção e permanência da mulher no esporte?
    •  Quais as sugestões para incentivar a participação feminina no esporte?

 

  • Metodologia: mista, com predominância da qualitativa, utilizando-se da técnica de Grupos Focais (GFs) realizados nos dois municípios-alvo da pesquisa e aplicando-se fichas de levantamento de perfil socioeconômico e de identificação da atividade esportiva a todos os participantes.        

Parâmetros conceituais e valorativos da pesquisa:

Compartilhando a idéia da impossibilidade de uma atuação neutra do pesquisador no exercício de suas funções, dentre as várias alternativas existentes para contornar este fato, optou-se por explicitar os conceitos/valores que estão norteando a pesquisa. Assim, constam de todos os documentos finais da pesquisa as definições adotadas na pesquisa para: gênero (HEILBORN, 1995), estereótipo de gênero (MIRANDA E ANTUNES, 2006), esporte (ALMEIDA, 2006), modalidade esportiva (IBGE, 2006) e dimensões da prática esportiva (IBGE, 2006)

Da mesma forma, os documentos deixam claros que se considera um valor positivo positivo a desnaturalização das diferenças de gênero encontradas na nossa cultura por entender-se que isto possibilitaria a construção de relações mais eqüitativas entre homens e mulheres, tidas como desejáveis.

Finalmente, entende-se como um dos direitos dos participantes dos grupos o acesso aos resultados do trabalho, fruto indissociável de sua participação voluntária e desinteressada (muitas vezes emocionada) nas atividades da pesquisa. Tal acesso pode ser garantido não só pela divulgação das conclusões de forma ampla e democrática como também pelo empenho para que os resultados cheguem às autoridades competentes para que haja uma possibilidade de incorporação de algumas de suas sugestões e anseios em políticas públicas para o setor do esporte.  

Os produtos da pesquisa:
Os três documentos (pdf) disponíveis para download e leitura dos(as) interessados(as) descrevem em detalhe os procedimentos metodológicos, as principais atividades e os resultados da pesquisa “A Mulher e o Esporte – A experiência dos municípios do Rio de Janeiro e de São Paulo”. São eles:

 

  1. Relatório completo: o mais longo (198 páginas), pois inclui as falas dos(as) entrevistados(as) nas quais basearam-se as conclusões e algumas fotos.

 

  1. Relatório resumo em português (46 páginas).

    

  1. Relatório resumo em inglês (46 páginas).

     


New Nationwide Research Finds: Successful Women Business Executives Don't Just Talk a Good Game...They Play(ed) One. http://www.massmutual.com/mmfg/pdf/boardroom.pdf

Definidos como adolescentes pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).