PESQUISAS

 


Como entendemos a pesquisa
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COMO ENTENDEMOS A PESQUISA

 

A pesquisa é parte integrante de nosso trabalho e não justaposta a ele; é sempre passível de recriação de seus métodos, técnicas e procedimentos operacionais porque é dinâmica como o próprio trabalho; está sempre em (re)construção como as perguntas que pretende responder e que são novas a cada situação ou na mesma situação em momentos diferentes.


Para que precisamos da pesquisa em nosso trabalho de prevenção da violência intrafamiliar e de gênero?

  • Dimensionar o fato social com o qual estamos trabalhando.
  • Conhecer o público atendido.
  • Monitorar, avaliar e retroalimentar nossas ações.
  • Conhecer informações levantadas sobre o tema em populações semelhantes, populações inclusivas e populações totalmente diferentes da população com a qual estamos lidando.
  • Informar e sensibilizar a sociedade sobre a importância dos fatos sociais com os quais estamos trabalhando.
  • Fazer comparações com outras unidades geográficas e com outros trabalhos de prevenção da violência.
  • Conhecer melhor as comunidades nas quais existe a intenção de atuar.


Como trabalhamos em pesquisa

Somos adeptos do uso isolado ou combinado de metodologias quantitativas e qualitativas de pesquisa, escolhidas a partir de sua adequação às questões que se pretende investigar.


Metodologias qualitativas que usamos em nosso trabalho:

Levantamentos bibliográficos para conhecer trabalhos que são desenvolvidos com o mesmo tipo de público e seus resultados e os avanços teóricos na nossa área de atuação.

  • Entrevistas individuais em profundidade.
  • Grupos Focais.
  • Variações livres da observação participante.

Metodologias quantitativas que usamos em nosso trabalho:

  • Levantamento de dados secundários disponíveis.
  • Levantamentos de registros institucionais.
  • Levantamentos/Surveys para a produção de dados primários.

 

TIPOS DE RESULTADOS OBTIDOS COM AS PESQUISAS:

 

  • Perfis dos públicos atendidos: usuários de cursos, oficinas de sensibilizações e beneficiários do programa de prevenção.
  • Avaliação dos usuários sobre os nossos serviços.
  • Dimensionamento do recurso à violência intrafamiliar nas famílias a partir de pesquisas domiciliares.
  • Expectativas, opiniões e experiências de candidatos a cursos e atendimentos.
  • Construção de indicadores de violência intrafamiliar.
  • Aperfeiçoamento de conteúdo e linguagem dos instrumentos de coleta de dados utilizados.
  • Diagnóstico participativo de comunidades.
  • Conhecimento das instituições que atuam na mesma área, de forma semelhante ou complementar, com vistas ao encaminhamento de possíveis usuários e à formação de redes.


Alguns indicadores sobre nossas ações

ATENDIMENTOS
1999
00
01
02
03
04
05
06
07
PESSOAS ATENDIDAS
Diagnóstico de abuso sexual contra crianças e adolescentes*
                 
750
Homens atendidos em grupos
                 
280
Mulheres atendidas em grupos
                 
91
Famílias atendidas
                 
27
Renda familiar média das pessoas atendidas gratuitamente
                 
R$ 1.622,00
CAPACITAÇÕES
                   
Pessoas capacitadas
                 
407
Renda familiar média dos alunos
                 
R$ 5.994,00
Percentual de satisfação máxima dos alunos
         
72,3
73,3
     

*Projeto executado em convênio com a Fundação para a Infância e Adolescência

Acesse aqui o nosso boletim de dezembro de 2005, com um balanço de todas as nossas ações desse ano.


PESQUISAS REALIZADAS:

 

 


PESQUISAS RELACIONADAS

O levantamento de pesquisas realizadas sobre a temática da violência intrafamiliar e de gênero é um trabalho que pretendemos desenvolver em caráter permanente e contínuo. Contudo, a listagem não se pretende exaustiva.

Pesquisa Ibope - Instituto Patrícia Galvão – 2004


Trata-se de uma pesquisa inédita sobre violência contra a mulher, encomendada pelo Instituto Patrícia Galvão ao Ibope Opinião, com apoio da Fundação Ford. Realizada em setembro de 2004, a pesquisa trabalhou com uma mostra representativa da população adulta brasileira. Foram realizadas 2.002 entrevistas pessoais em todos os estados brasileiros, capitais e regiões metropolitanas. Cidades menores foram selecionadas probabilisticamente, dentro da proporcionalidade por tamanho de município. A margem de erro máximo, para o total da amostra, é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança estimado é de 95%.(Acesse arquivo PDF 178Kb em
http://www.patriciagalvao.org.br/)

Pesquisa Centro Latino Americano em Sexualidade e Direitos Humanos - 2005


O documento “Sexualidade e comportamento sexual no Brasil: dados e pesquisas”, de Laura Moutinho, Sérgio Carrara e Silvia Aguião, apresenta o mapeamento e diagnóstico de pesquisas e bancos de dados produzidos no Brasil sobre sexualidade e comportamento sexual, focalizando, mais especificamente, os eixos temáticos da violência sexual e de gênero, saúde sexual e reprodutiva e DST/Aids, apontando e analisando tendências metodológicas e lacunas existentes nestes três campos.
O objetivo é contribuir para a produção de conhecimento e fomentar o debate político sobre sexualidade e direitos humanos, visando oferecer informação de qualidade para a elaboração de novas pesquisas e novas frentes de ação política. “Procuramos fornecer subsídios para a discussão sobre o lugar e a importância dessas pesquisas nas arenas política e dos direitos humanos, sociológica e epidemiológica”, dizem os autores na introdução do documento.
O documento está dividido em três partes: na primeira é apresentado um diagnóstico sobre os bancos de dados e pesquisas sobre violência sexual e de gênero; a segunda parte traz um balanço das pesquisas quantitativas sobre saúde sexual e reprodutiva; na terceira o leitor poderá acompanhar o percurso das pesquisas produzidas no âmbito do Programa Nacional de DST/Aids, principal fonte de fomento sobre a temática no Brasil. A publicação traz ainda um CD-rom no qual o material apresentado se encontra organizado de forma a permitir buscas e cruzamentos de dados para consulta e visualização.
http://www.clam.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1337&sid=7
Para download do texto completo:
http://www.clam.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1336&sid=5

Alguns indicadores sobre violência intrafamiliar e de gênero construídos a partir dos nossos atendimentos

Pessoas atendidas nos grupos reflexivos de gênero até 2004

Indicadores
Homens(1)
Mulheres(1)
Total
247
91
Faixa etária hegemônica
25 a 59 anos (91%)
25 a 59 anos (92%)
Naturalidade hegemônica
Rio de Janeiro (62%)
Rio de Janeiro (62%)
Brancos(as)
47%
55%
Negros(as) (pretos+pardos)
46%
44%
Religião hegemônica
Católica (47%)
Católica (64%)
Sem religião
7%
10%
Consideram-se praticantes
62%
47%
Estado conjugal hegemônico
Legalmente casado (40%)
Legalmente casada (42%)
Paternidade/maternidade
Com filhos(as) (86%)
Com filhos(as) (90%)
Número médio de filhos(as)
2
2
Com 1 ou 2 filhos menores de 18 anos
55%
---
Com instrução até primeiro grau completo
38%
39%
Com segundo grau completo ou incompleto
35%
28%
Com superior incompleto ou mais
28%
29%
Com atividade remunerada no período do atendimento
71%
90%
Posição na ocupação hegemônica
Empregado com carteira assinada (27%)
Empregada com carteira assinada (39%)
Setor de atividades hegemônico
Serviços (79%)
Serviços (66%)
Faixa salarial hegemônica de renda pessoal bruta no mês anterior ao primeiro atendimento
Até 6 salários mínimos (96%)
Até 6 salários mínimos (78%)
Renda média pessoal bruta no mês anterior ao primeiro atendimento
R$1351,70
R$1788,97
Número médio de pessoas no domicílio de moradia
4%
---
Relação com a pessoa com quem teve uso de violência
Marido (71%)
Esposa (70%)
Responsável pelo pedido de separação
A própria pessoa (87%)
A esposa (80%)
Usa método anticoncepcional
69%
73%
Nunca teve DST
82%
65%
Já fez aborto
41%
---
Bebe
44%
77%
Usa algum tipo de droga
16%
16%
Parceiro atual ou mais recente bebe
62%
---
Parceiro atual ou mais recente usa algum tipo de droga
24%
---
No último episódio de violência o autor havia bebido ou usado algum tipo de droga
27%
31%
Membro da família já precisou de ajuda no campo da saúde mental
43%
37%
A própria pessoa já precisou de ajuda no campo da saúde mental
39%
28%
Tipo de violência psicológica mais freqüente que já sofreu
Humilhação (100%)
Insulto (79%)
Tipo de violência física mais freqüente que já sofreu
Empurrão (78%)
Tapa (50%)
Tipo de violência sexual mais freqüente que já sofreu
Comparação com outras mulheres (47%)
Ridicularizar o corpo ou o comportamento sexual (28%)
O episódio de violência foi presenciado por outras pessoas
84%
70%
Tipo de violência psicológica mais freqüente que já utilizou
Insulto (79%)
Insulto (74%)
Tipo de violência física mais freqüente que já utilizou
Puxão de cabelo (89%)
Empurrão (67%)
Tipo de violência sexual mais freqüente que já utilizou
Comparação com outros homens e ridicularizar o corpo ou o comportamento sexual (17% cada)
Comparação com outros mulheres (17%)
Principal tipo de violência sofrida quando era criança ou adolescente
Tapa (50%)
Tapa (33%)
Sofreu tentativa de ser forçada sexualmente quando era criança ou adolescente
24%
8%
Já processou o companheiro por Violência
20%
25%
Frase sobre gênero que obteve maior rejeição
“Toda mulher gosta de apanhar” e “se o marido trair a mulher ela tem direito de bater nele” (97% discordam)
“Se a mulher trair o marido ele tem o direito de bater nela” (91% discordam)
Frase sobre gênero que obteve maior aceitação
“Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”(60% concordam)
“Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”(72% concordam)

(1) Indicadores construídos somente com casos válidos


Famílias atendidas até 2005

Indicadores
Famílias(1)
Total
27
Sexo Hegemônico
Homens (62%)
Faixa etária hegemônica
25 a 59 anos (92%)
Idade média
39,38 anos
Naturalidade hegemônica
Rio de Janeiro (46%)
Brancos(as)
62%
Negros(as) (pretos+pardos)
23%
Religião hegemônica
Católica (83%)
Sem religião
4%
Consideram-se praticantes
42%
Estado conjugal hegemônico
Casado/união consensual (69%)
Paternidade/maternidade
Com filhos(as) (92%)
Número médio de filhos(as)
2 filhos

(1) indicadores construídos somente com os dados válidos