Instituto Noos


Grupos Reflexivos de Gênero

É um espaço de convívio que propicia uma imersão crítica no cotidiano dos participantes. Nossa metodologia é uma construção interdisciplinar que utiliza instrumentos, sobretudo, dos campos da sociologia, da psicologia e da educação que privilegiam um estreito diálogo entre a teoria e a prática.
 

Como funciona o trabalho:


  • Encontros grupais:
  • 20 encontros
  • 1 encontro por semana
  • 2 horas por encontro
  • 10 a 12 participantes por grupo
  • 2 facilitadores
  • Equipe reflexiva

 

 

METODOLOGIA DOS GRUPOS REFLEXIVOS DE GÊNERO:

 

 

Nos primeiros encontros: 

 

  • Informação sobre nossa forma de trabalho;
  • Levantamento e hierarquização temática;
  • Acordo/contrato de convivência;
  • Acordo/contrato de não-violência ativa.

 

Após os 20 encontros:

 

  • Avaliação: questionário e grupo focal
  • Acompanhamento/follow-up

 

 

 

ALGUNS RESULTADOS

 

  • Os participantes dos grupos assumem sua responsabilidade e interrompem as diferentes formas de violência, resultando em baixa reincidência;
  • Questionam a identidade masculina dominante e o processo de sua construção;
  • Percebem que o modelo hegemônico de masculinidade põe em risco suas próprias vidas e a integridade dos que vivem com eles; 
  • Mostram insatisfação com a forma como historicamente o papel de provedor foi atribuído aos homens em nossa sociedade;
  • Percebem a ligação existente entre a violência sofrida quando criança e a violência que cometeram e, alguns, observam a reprodução desses mesmos comportamentos em seus próprios filhos;
  • Tornam-se conscientes que a violência é parte do repertório masculino de resolução de conflitos e de manutenção de poder;
  • Percebem que, em geral, homens não cuidam de si mesmos ou de outros e que o cuidado é considerado um atributo feminino em nossa sociedade;
  • Reconhecem mudanças qualitativas em suas relações pessoais: começam a escutar mais e a compartilhar responsabilidades, problemas e tarefas com aqueles com quem vivem;
  • Relatam aumento na capacidade de diálogo, de expressão de afeto e de autoestima (empoderamento);
  • Descrevem maior e melhor satisfação no amor e no relacionamento sexual;
  • Relatam que os conflitos atuais em seus relacionamentos com as mulheres surgem sem o componente da violência: ampliação de formas pacíficas de resolução de conflitos;
  • Relatam sobre mobilização/ampliação de rede social;
  • Manifestam um olhar crítico sobre o cotidiano e valorização do cidadão comum: aumento da percepção de cidadania;
  • Efeito multiplicador da metodologia em diferentes espaços cotidianos (família extensa e local de trabalho).

 

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Construcionismo social: um convite ao diálogo
Kenneth e Mary Gergen

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