A Terapia Comunitária Integrativa (TCI) é um espaço de escuta, reflexão e troca na busca de soluções para os conflitos pessoais e familiares apresentados pelos participantes. A roda de Terapia Comunitária funciona como um grupo de mútua-ajuda, onde os participantes são incentivados pelo terapeuta a partilhar com o grupo alguma questão ou dificuldade que os estejam incomodando no momento. Dentre os dilemas apresentados, um é votado pelo grupo para ser trabalhado naquela roda. Os demais integrantes participam fazendo perguntas ou colocando alguma situação parecida que lhes aconteceu e a solução que encontraram.
A Terapia Comunitária é uma proposta nascida no Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, desenvolvida pelo Prof. Dr. Adalberto de Paula Barreto, psiquiatra, que hoje está em prática em muitos estados brasileiros e também no exterior. Ela tem se mostrado um excelente recurso para lidar com o sofrimento decorrente da exclusão social, pobreza e violência que atingem comunidades inteiras em nosso país. É um procedimento terapêutico de fácil acesso e viável para grandes grupos.
Nas palavras do próprio prof. Adalberto:
“A Terapia Comunitária é um instrumento que nos permite construir redes sociais solidárias de promoção da vida e mobilizar os recursos e as competências dos indivíduos, das famílias e das comunidades. Procura suscitar a dimensão terapêutica do próprio grupo valorizando a herança cultural dos nossos antepassados indígenas, africanos, europeus e orientais, bem como o saber produzido pela experiência de vida de cada um.”
“Enquanto muitos modelos centram suas atenções na patologia, nas relações individuais, privadas, a TCI se propõe cuidar da saúde comunitária em espaços públicos. Propõe-se a valorizar a prevenção. Prevenir é, sobretudo, estimular o grupo a usar sua criatividade e construir seu presente e seu futuro a partir de seus próprios recursos.”
“A boca cala, o corpo fala. A boca fala, o corpo sara.”